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Ah, os anos 90.

  • Nov. 27th, 2009 at 9:23 PM
Mamonas Assasinas, pagode romântico e duplas sertanejas dominavam as rádios e os toscos programas de auditório. A MTV ainda era Music Television. Musicalmente, numa época onde a internet não era tão difundida, a Music Television era o paraíso. Pop, Punk, Grunge, Metal, música eletrônica e mais uma infinidade de estilos num mesmo canal. Uma diversidade impossível se encontrar nas rádios.

Aos Domingos tinha o erotismo velado da banheira do Gugu, aprendíamos palavrões com os retardados Beavis and Butt-Head e as letras dos Raimundos(destaque para o hino Esporrei na Manivela) , e dávamos risadas ao assistir Sai de Baixo com o bordão "Cala a boca Magda!". E os Cavaleiros do Zodíaco faziam a cabeça da criançada nos fins de tarde na TV Manchete .

Coleções de álbuns de figurinhas, revistas Herói e Lego. Jogos intermináveis de bafo nos intervalos do colégio acompanhados da imbatível dupla coxinha e grapette. Um porteiro lendário chamado Galdino contando histórias de terror para a garotada, e as inesquecíveis brigas fúteis entre os vizinhos.

A meninada corria e brincava nas ruas livremente, e quando chegavam cansados era hora de Super Nintendo.Quando o jogo não ligava, tínhamos o ritual de assoprar as fitas. Futebol, bicicleta, biloca, Lego, bonecos, patins, skate, pega-pega e esconde-esconde faziam parte da nossa rotina.

Estou ficando velho.

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Canções e momentos

  • Nov. 6th, 2009 at 10:20 PM
Imitando o jleberg

Me faz dançar [mas somente na imaginação]: Spice Girls - Say You'll Be There
Me faz sorrir: Stephen Malkmus - Jo Jo's Jacket
Me traz melancolia: Nick Drake - Sunday
Me traz rebeldia: Nirvana - Lithium
Diz muito sobre mim: Los Hermanos - O velho e o moço

Me faz lembrar alguém significante: Any Version Of Me - The Good Old Times
Não gostaria de ouvir de novo: Qualquer música da Xuxa
Tocaria no meu casamento: Zbigniew Preisner - You Will Come
Tocaria no meu funeral: Vinícius de Moraes - Samba da Bênção
Faz meus amigos lembrarem de mim: ?

Gostava, mas agora nem tanto: Raimundos
Faria tudo para ouvi-la num show: Teenage Fanclub - Don't Look Back
Me faz lembrar minha infância: The Beatles - Love Me Do
Muitas pessoas gostam, mas eu não: Asa de Águia
Gosto da letra: Chico Buarque - Cotidiano
Gosto, e meus pais também: Enya
É melhor ouvida quando está acompanhado: Air - Le Voyage de Penelope
Me faz pensar no sol: Little Joy - Brand New Start
Me faz pensar na noite: Portishead - It Could Be Sweet
Me faz querer estar sozinho: Miles Davis - Blue In Green

Não é do meu "estilo", mas eu gosto: George Michael - Careless Whisper
Posso cantar bem: Nenhuma
A mais tocada em sua playlist: Domben - Adeus Prazer

O campo, o tempo e a marcha

  • Oct. 25th, 2009 at 11:25 PM
Uma tempestade se aponderou de um pequeno sitio. Agricultores corriam desesperados para salvar seus pertences da casa, boiadeiros corriam em marcha com seus animais. Perisvaldo estava em choque. Faltava pouco para chegar a época da colheita, tinha investido todas suas míseras economias em fertilizantes e novos suprimentos. Agora restara apenas sua dupla de bois, uma galinha e 300 reais. Morava sozinho. Endividado, não tinha outra escolha a não ser vender seu sítio - que na verdade era um pequeno quintal e virar bóia fria. Ou então se arriscar na cidade grande onde provavelmente iria morar em alguma favela violenta.

Parou um pouco e pensou que apesar dessas idéias terem algum sentido, ainda tinha bons vínculos com agricultores vizinhos. É verdade que não eram muito próximos, mas num momento de desespero se uniram e mesmo falidos foram juntos trabalhar para um grande fazendeiro. Um vizinho o indicou, e ele indicou outro vizinho. Após muito trabalho, conseguiram negociar suas dívidas. Investiram numa nova colheita. Mas as leis de murphy estavam ali presentes, desta vez foi a seca. O que era pra ser desespero virou motivo de novas iniciativas. Não sentira os mesmos impactos pois tinha contatos importantes com seus amigos agricultores, e também tinha um pouco mais de dinheiro reservado. Perisvaldo e mais dois amigos não pensaram duas vezes: vamos embora. E juntos foram andando em direção a rodoviária. Um olhou pro outro e disse: até a próxima seca.. ou enchente. O mesmo vento que arranca é o que refresca. A mesma água que inunda é a que limpa. E segue a marcha.

A mentira

  • Oct. 8th, 2009 at 6:40 PM
Por Moysés Gama

"A mentira é, muita vez, tão involuntária como a transpiração", já dizia Machado de Assis. A mentitra sempre acompanhou a humanidade desde os seus primórdios quando os faraós do Egito Antigo, considerados verdadeiras divindades pela população subjugavam os indivíduos impiedosamente à servidão em nome dos deuses(incluindo aí o próprio faraó).

Faltar com a verdade é uma atividade milenar utilizada para os mais diversos fins como por exemplo: conseguir dinheiro, poder, sexo, posição social, proteção, privacidade, dentre outros. Em virtude de toda essa pluralidade que a mentira acarreta ela pode ainda se enquadrar em diversas classificações como: doença, problema moral, necessidade, brincadeira, vaidade, etc. Irei me ater a aspectos relacionados a estas cinco, que acredito ser as que ocorrem com maior frequência.

Há um ditado popular que diz que a diferença do remédio para o veneno está na dose. Isso ilustra perfeitamente como a mentira pode trazer consequências abismalmente díspares entre si dependendo da forma como ela é aplicada. Um simples eufemismo pode tanto atenuar a dor de uma pessoa quanto magoá-la profundamente, dependendo da forma como é colocado. Se um indivíduo trata a mentira como uma necessidade do seu dia-a-dia utilizando-se de artifícios maquiavélicos estamos diante de um quadro patológico. E contagioso. Como todos nós sabemos, "a mentira dá uma volta ao mundo antes mesmo de a verdade ter a oportunidade de se vestir", como diria Winston Churchill. Qualquer mentira que venha a prejudicar um ou mais indivíduos configurar-se-á num problema moral, pois o direito de alguém vai até onde o seu direito não interfere no direito de outrem. Independentemente do motivo. Mas quem liga para questões de moral quando a sobrevivência está em jogo?

Todavia, normalmente ninguém mente por necessidade, as pessoas mentem porque querem encontrar caminhos menos tortuosos. É da natureza animal os seres buscarem o caminho de menor consumo de energia. Preferem os atalhos. Claro que existem casos de real necessidade, mas apenas em situações em que a integridade do indivíduo está ameaçada. Quando a mentira é aplicada de forma saudável, numa situação que não comprometa a dignidade de ninguém e que se configure em algo efêmero, prazeroso e divertido estaremos diante de uma brincadeira. São as brincadeiras que dão um pouco mais de graça e flexibilidade ao nosso dia-a-dia, livrando-nos da temida monotonia. Mas brincadeira também tem limite, logo é necessário moderação e bom senso. E ainda existem aquelas pessoas que vivem de aparência, por exemplo no casamento ou na posição social. Adquirem bens de consumo que estão além do seu poder aquisitivo por pura vaidade, se afundando em dívidas para manter a ilusória imagem de homem ou mulher bem sucedida.

Entre milhares de causas e consequências envoltos no ato de mentir, quero deixar claro que sou avesso a rótulos. Logo esta é apenas uma forma de diferenciação. Isso é feito geralmente de forma inconsciente, mas é bom as vezes ser cauteloso(sem paranóia) para não perder certos pormenores evitando assim o desprazer de ter idéias precipitadas. É tudo uma questão de bom senso. Vamos manter a espinha ereta, a mente aberta e o coração tranquilo. Tudo dentro da mais saudável idiossincrasia.
Por Moysés Gama

De acordo com diversas pesquisas de opinião mundo afora acerca de como as pessoas lidam com os seus problemas e dificuldades o brasileiro está sempre classificado como um dos povos mais otimistas do mundo. Não é de se surpreender com esses resultados, afinal quem nunca viu um pedreiro cantarolar alegremente um pagode em pleno meio dia num calor inebriante mesmo suado e com fome? Ou então a empregada doméstica que consegue heroicamente trabalhar, cuidar dos filhos da patroa, cuidar dos próprios filhos, da sua casa e do seu marido ao mesmo tempo sempre com um sorriso estampado no rosto e esperançosa?

Países desenvolvidos como Finlândia, Canadá e Japão apresentam elevados índices de suicídio enquanto que o Brasil está entre os países com o menor índice. Tomo emprestado os versos da música do brasileiríssimo Jorge Ben: "Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza!" que ilustra com maestria como o brasileiro se sente em relação à sua própria terra.

Em qualquer lugar do mundo, os problemas e anseios dos indivídios em relação à sua terra são os mesmos, salvo exceções como países que vivem em condições extremas como: totalitarismo político e religioso(Irã e Coréia do Norte) e pobreza extrema generalizada(certos países africanos), onde os anseios primários são liberdade política, religiosa e condições dignas de sobrevivência. Pergunte a um brasileiro, a um mexicano e a um indiano quais são os problemas e aspirações de seu povo em relação ao seu país? Qualquer um deles certamente responderá algo relacionado a coisas como desemprego, meio ambiente, saúde, educação e justiça social. Ainda assim vale salientar que cada país tem suas particularidades. No caso do Brasil o otimismo e o "jeitinho brasileiro". Afinal, quem nunca viu aquele indivíduo que anseia ganhar muito dinheiro, mas quer apenas que os outros trabalhem em seu lugar e paguem suas despesas? Você pode ver dezenas destes todos os dias na TV Senado.

É no otimismo, no entanto que se encontram forças para enfrentar a dureza do dia-a-dia de uma forma menos penosa como no caso do pedreiro e da empregada doméstica. É preciso que o brasileiro encare seus problemas - que são praticamente os mesmos de qualquer lugar do mundo(salvo particularidades) desligando-se do "jeitinho" para que cada indivíduo construa mecanismos concretos que sustentem e expandam o seu otimismo de forma que suas aspirações - que são praticamente as mesmas em qualquer lugar do mundo(salvo particularidades) virem realidade para que nosso país deixe de ser apenas o "país do futuro", ufanisticamente falando e vire também o país do presente.

Resenha: Invasão Sergipana

  • Jul. 5th, 2009 at 10:49 PM
Por Moysés Gama



Ocorreu ontem Dosol a Invasão Sergipana, evento que contou com a potiguar Distro, e as sergipanas Elisa, Daysleepers e The Baggios.
O show começou com o Distro tocando seu rock'n rollzão clássico, com poucas pessoas e eu estava meio disperso, já tinha perdido boa parte do show então não dá pra dizer muita coisa.
O Elisa fez um show de qualidade, o único ponto negativo foi o trecho de uma música em que o início era muito parecido com Dust In The Wind do Scorpions. Referências do rock britânico atual, e um bom senso melódico, assim como o Daysleepers. Um dos pontos bacanas foi uma referêcia feita Grace do saudoso Jeff Buckley e gostei também do finalzinho com o sample do tema de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças.
Agora o Daysleepers. Eu imaginava já há algum tempo a possibilidade do Daysleepers tocar aqui em Natal, mas achei que fosse algo remoto, ia até sugerir ao Foca pra ele trazer. Show fodástico. Melodias ensolaradas, clima psicodélico, vocais bem trabalhados, ecos do Pet Sounds. Cara, eles simplesmente conseguiram transmitir a aura do pop perfeito feita por mestres como Beatles, Byrds, Beach Boys, dentre tantos outros.
Pra finalizar o The Baggios fez um show esporrento, visceral e com propriedade, com referências ao hard rock 70's e uma estética que me lembrou o White Stripes, devido a ser um duo guitarra e bateria. Não sou muito fã desse tipo de formação, não sei se por ser baixista mas eu sinto um vazio, a falta dos graves na maioria das músicas.
Parabenizo o Foca pela iniciativa de trazer bandas bacanas da cena independente de outros estados, e ainda por cima ter feito o evento de graça. Pela qualidade das bandas e por ser de graça, acho que poderia ter aparecido mais gente.

Entre beijos e pontapés

  • Jun. 9th, 2009 at 1:31 AM
Há cerca de duas semanas aconteceu a Calourada de Farmácia no Aloha, casa eventos. Não fui por preguiça e também porque estava a estudar para uma prova.
Porque será que nos tempos de colégio a bonitona da sala sempre namora o líder do grêmio ou o capitão do time de futebol? Nesse caso os semelhantes se atraem, popular com popular! Seguindo esse clichê nos moldes de Malhação, Raquel e Marcos começaram a namorar.
Durante um certo instante da festa eles se desentenderam, Raquel se afastou e foi conversar com Ronaldo e uns amigos.
Marcos a essa altura do campeonato, transtornado de ciúmes e com os níveis etílicos elevados no sangue dá uma voadora em Ronaldo, quebrando o par de óculos do mesmo. Raquel ao tentar segurar seu amado recebe um empurrão do mesmo, caindo no chão como uma vassoura.
Alguns vão dizer que é culpa do álcool. Será mesmo? Pra mim isso é um ciúme obsessivo compulsivo camuflado na desculpa de que foi apenas o álcool. Não é todo mundo que bebe que sai dando porrada por aí. Isso pra mim nada mais é que o reflexo de um medo mórbido de levar um chifre ou de ser trocado por outro.
O namorado barraqueirozinho de hoje pode ser o marido espancador de mulheres de amanhã. Cuidado moças, ainda existem homens do paleolítico em pleno século XXI.

OBS: Coloquei nomes fictícios. Esses acontecimentos são relatos de pessoas presentes.

The Tourist

  • Mar. 19th, 2009 at 1:17 AM
Show do Radiohead, viajo amanhã pro Rio, tô nem acreditando!

Por um minuto eu me perdi, eu me perdi.

  • Feb. 1st, 2009 at 4:30 AM


Incompreendido ou incompreensível?

It's all about experience.

Espuma

  • Dec. 25th, 2008 at 6:31 AM
A bruma e a aurora
Se esvaem na areia
Como a espuma do mar
Ou da cerveja

A brisa é a prosa
A distrai, ela arpeja
Esconde a estrela do mar
E a despeja

O homem que não falava Carnatalês!

  • Dec. 6th, 2008 at 8:21 PM
NÃO! Não vou pegar uma latinha e bater uma na outra! Não quero! Muito obrigado. Também não vou chupar toda e manivela pra mim é uma engrenagem e não uma dança. Gramaticalmente, eu vos digo: o que arria, arria. Não arreia! Piuí, piuí, piuí, tira a mão do meu ombro. Maria Joaquina de Amaral Pereira Góis não contribói com porcaria nenhuma! No máximo, ela contribuiria com alguma coisa, mas acredite, não é o caso.

Vou me apresentar. Eu sou o deslocado, aquele que está no lugar errado e na hora errada, o corpo estranho, o último natalense que não vai passar pelo corredor da folia, nem assistir de cima a batalha num ostentoso e feliz camarote.

Não vou levantar poeira nem estar presente quando rolar a festa. Não quero presenciar o grandioso espetáculo de exibicionismo social e de conquista primitiva, quando os machos da espécie recuperam suas raízes tribais, utilizando-se inclusive de violência no ritual da corte, empreendido sobre fêmeas em período de cópula. Vou perder o fenômeno da sociedade conservadora e preconceituosa que se despe de seus valores arcaicos durante três dias, se desempacota e vive um breve e alegre período libertino para, na segunda-feira seguinte, se empacotar novamente e vestir sua máscara de hipocrisia e podre tradição...

...Vou para o exílio! Serei refugiado de algum país remoto, onde não se fale esse idioma obrigatório. Uma nação que, pelo menos no próximo fim de semana, não seja colônia da Bahia, que não considere Salvador a capital de um reino. Tenho que fugir. Vou embora daqui! Fico ridículo de abadá. Saio e só volto quando a sociedade se empacotar novamente, quando essa cidade for um lugar mais ou menos seguro outra vez. Quero emergir no obscurantismo e só vir à tona quando pudermos respirar em paz sem ser sufocados por refrões opressores.

Sei do tamanho de minha renúncia. Entendo que abro mão de toda a devassidão de ocasião, da atmosfera libidinosa, do sexo, das drogas, da alegria inconsciente, inconseqüente e sem sentido que fizeram desse país o que ele é hoje! Por isso, se eu ficar, não me deixem cair em tentação. Que eu não ouça o canto da sereia das belas natalenses em flor, oferecendo-se ao som daqueles cânticos odiosos, verdadeiros mantras impregnados de vogais: “aê-aê-aê, eô-eô-eô”! NÃO! Se eu fraquejar me amarrem, mas não num cordão de isolamento. Internem-me, mas não na colônia pinel. Não quero ser um burro elétrico, correndo atrás do trio. Vou fugir dessa cidade. Comigo ninguém pode e eu odeio mamãe sacode!

Vou pra algum lugar onde eu não precise me comportar como um zumbi, participando de toda aquela alucinação coletiva engendrada por alguns poucos para os muitos que pipocam. A política do circo sem nenhum pão. Não, não quero ser um zumbi. Quero sair para ver e curtir o que gosto. Quero sentir-me vivo, com sangue correndo nas veias, ouvindo música que me agrade. Porque atrás do trio elétrico, amigo, só vai quem já morreu.

Texto de:
Carlos Fialho
Redator publicitário, jornalista e escritor. Criou, juntamente com outros autores potiguares, o selo literário Jovens Escribas. Autor dos livros “Verão Veraneio - Crônicas de uma cidade ensolarada” e “É Tudo Mentira! - Histórias Inverídicas de um Auto Falso e Fingido.” Seu estilo é o de textos curtos, humor fácil, cotidiano, simples e certeiro.
Fonte: http://zarbon.wordpress.com/2007/11/28/depoimento-alheio-sobre-o-carnatal-a-festa-da-carne-da-perdicao/

Chuva de Verão

  • Nov. 30th, 2008 at 5:59 PM
Lendo a comunidade filmes alternativos no orkut, me deparei um um tópico sobre esse filme, achei legal colocar meu comentário aqui no blog também.

Mostra uma sensibilidade ímpar a degradação familiar em meio ao envolvimento emocional de uma adolescente com um homem mais velho que é amante da sua mãe.

A atuação da jovem Alicia Fulford-Wierzbicki me causou espanto e comoção, queria ver algum outro filme dela, mas não conheço nenhum.
Destacaria também a trilha sonora, com participações do neozelandês Neil Finn(Crowded House) e da americana Lisa Germano.

O cenário da praia bucólica e a fotografia nublada se encaixam magistralmente intensificando a melancolia dos personagens, sem esquecer é claro, da trilha sonora.


A maldição da profissão farmacêutica

  • Oct. 27th, 2008 at 7:52 PM
A Maldição da Profissão Farmacêutica....

Conta a lenda que quando Deus liberou para os homens o conhecimento sobre medicina e medicamentos, determinou que aquele "SABER" ficaria restrito a um grupo muito pequeno e selecionado.

Entretanto, nesse pequeno grupo, onde todos se consideravam "semi-deuses", já havia aquele que trairia as determinações divinas... Foi aí que o pior aconteceu! Deus, bravo com a traição resolveu fazer valer alguns mandamentos:

1º Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.

2º Não verás teu filho crescer.

3º Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.

4º Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais terás úlcera.

5º A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o china in box.

6º Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.

7º Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho;

8º Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.

9º Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.

10º As pessoas serão divididas em 2 tipos: as que entendem de remédio e as que não entendem. E verás graça nisso.

11º A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te farás mais efeito.

12º Happy Hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contato com outras pessoas loucas como você.

13º Terás sonhos, com remédios, e não raro, resolveras problemas de trabalho neste período de sono.

14º Exibirás olheiras como troféu de guerra.

15º E, o pior... Inexplicavelmente gostarás de tudo isso!!!

Videozinho interessante

Nostalgeando 1

  • Oct. 24th, 2008 at 1:08 AM
A partir desse post eu irei falar de algumas bandas/artistas que marcaram a minha infância e adolescência em ordem cronológica. Em meados de 98!(nossa, como estou ficando velho), ou seja, uma década atrás eu comecei a me interessar por rock, apesar de já ouvir Beatles e David Bowie desde criancinha. Primeiro Raimundos(por influência de um antigo vizinho), depois vieram Green Day, Silverchair, Red Hot Chili Peppers, só pra citar algumas das primeiras bandas. Conheci Green Day nessa época assistindo MTV, o clipe passava direto, juntamente com o Torn da bela Natalie Imbruglia(http://www.youtube.com/watch?v=4bBcvWIvhWc) e no bem humorado clipe de Ela Disse Adeus dos Paralamas do Sucesso(http://www.youtube.com/watch?v=d-6JIZsvp7I). Engraçado ver como meu gosto musical foi mudando com o passar dos anos.

Green Day - Redundant

Bêbados cultos

  • Oct. 18th, 2008 at 9:46 PM


*Aê garçom, pega akele torresminho frio alí e esquenta pra mim no microondas!*

"Bebado 1:
- Caralho, aquele torresmo aparenta estar ligeiramente putrefado, vai comê mêmo?!

Bebado 2:
- Pô cara, num esquenta! O torresmo pode estar um pouco deteriorado devido ao fator TEMPO, mas as microondas desinutilizarão as propriedades orgânicas do mesmo!

B1:
- Putz, é mêmo? Bom saber, aliás, a gordura contida no torresmo, quando ingerida, cria uma película nas paredes estomacais que fazem com que o álcool seja menos absorvido pelo organismo, isso impede um porre mais elevado e segura um pouco o vômito!

B2:
- Com certeza cara, isso vai ajudar a gente aguentar o resto daquela vodka ali!

B1:
- Falando em Vodka, sabe como funciona o microondas?
É assim, as micro-ondas agitam as partículas menos agrupadas da matéria, e o atrito entre uma e outra causa uma elevação de temperatura!

B2:
- Nó, pode crê... Vou ali mijar que ja pingou na cueca!

B1:
- Hum..."

*Tirado da comunidade Bêbados cultos. http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=31508834

Rory e o chiclete

  • Sep. 27th, 2008 at 4:51 PM
Rory estava numa loja de balas e comprou uma caixa de chicletes. Assim que chegou na escola ele abriu, mas todos os chicletes caíram no chão.

Professor(Bravo!): Você não pode trazer balas pra sala!
Rory: Justamente! Essa aula está muito amarga!

O lamento de Letícia

  • Sep. 20th, 2008 at 2:48 AM


Num horizonte sem cor
Pinta e borra seu torpor
Esconde seus amores nus
Diários de um verão qualquer

Eu sei que parece bem, você não vê ninguém
Está Tão feliz, tão feliz

No olhar entrega seu espanto
Articula suas desculpas
Envolve suas idéias vis
Atriz que brilha sem pudor

Eu sei que parece bem, você não vê ninguém
Está tão feliz, tão feliz

Reformulando

  • Sep. 18th, 2008 at 5:18 AM


Vez ou outra eu tenho encontros casuais comigo mesmo.

E por mais que pareca de alguma forma simpatica a ideia, desse tipo de encontro nos não podemos fugir.

Já sinto os sinais da velhice, que apesar de poucos, já se fazem presentes no meu corpo.
Hoje cedo ao tomar banho, encontrei pequenos detalhes de calvice na minha cabeça.
Já não tenho mais 15, 16 ou 17. Tenho quase 20.

A cada ano que passa a vida muda em velocidade assustadora.

Meu beijo já não é o mesmo.

Minhas roupas tambem não.

Eu não sei do que eu tenho mais medo: De não ser o que eu esperava ser no passado, ou de não saber quem eu serei no futuro.

Por mais que pra você essas idéias estejam distantes, hoje... antes das 10:13 eu nem pensei terminaria a noite escrevendo um blog.

(Post escrito por meu amigo Samyr, no seu finado blog em 02/02/2007, 12:32 am)
*No post original ele escreveu ao som de Pink Floyd - Breathe, mas coloquei esse post ao som de uma trilha alternativa.

As pessoas estão cegas

  • Aug. 23rd, 2008 at 3:15 PM
As pessoas estão cegas. Isso mesmo, caro leitor. Tenho visto pessoas com um andar robótico, onde aperta-se um botão e diz: olá. O pescoço move-se com uma angulação especifica, a o sorriso estica-se como o de um desenho de animação da Pixar, as plásticas e o Photoshop fazem verdedeiros milagres. Além de tudo as pessoas estão previsíveis demais, os mesmos gestos, as mesmas palavras, as mesmas brincadeiras, os mesmos movimentos. Não se olham nos olhos, não páram para conversar decentemente, não se diz mais obrigado ou por favor, não dão lugares aos idosos nos ônibus. Atenção é perda de tempo e desperdicio de energia. Parece que há um microchip instalado no cérebro destas pessoas que faz com que os impulsos elétricos de seus pequenos cérebros repitam-se ininterruptamente com uma precisão cirúrgica. Isso com a ajuda de palavras-chaves que variam de pessoa para pessoa, vou citar algumas: 'resenha, churrasco, miguxo, carro'. Observem que não tenho nada contra churrasco, amigos e carros, apenas contra a forma como as pessoas lidam com essas coisas. Misturam esses verbetes e com o auxilio de poucos outros deleitam-se em falar da vida alheia, em viver de aparência, parecem que têm preguiça de serem diferentes uns dos outros. Andróides feitos de carne e osso em pleno século 21. Suas lentes visualizam o ambiente com tecnologia de última geração, mas não tem nenhum poder de abstração. É um tipo de cegueira diferente, caro leitor, muito diferente. É a cegueira de abstração. Os mesmos sorrisos idiotas, as mesmas piadas sem graça e as mesmas risadas efusivas. Se você fala algum assunto diferente elas travam e você tem que trabalhar durante vários minutos até que seus cérebros fiquem calibrados para uma nova programação. Estou ficando cansado. As vezes fico em dúvida se o sequelado sou eu ou essas pessoas.

Escolha

  • Aug. 12th, 2008 at 5:35 PM


"Escolha viver. Escolha um emprego. Escolha uma carreira. Escolha uma família. Escolha uma televisão enorme. Escolha máquinas de lavar, carros, CD players e abridores de latas elétricos. Escolha boa saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa. Escolha seus amigos. Escolha roupas esporte e malas combinando. Escolha um terno numa variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pense em quem você é num domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos na TV enfiando porcaria na sua boca. Escolha apodrecer no final, beber num lar que envergonha os ratos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha o seu futuro. Escolha viver."(John Hodge)